Segunda versão do reality show "A Fazenda" traz elenco menos obscuro e vem mais bem acabada


A segunda edição da "A Fazenda"estreou brigando a sério pela audiência, mostrando que a Record achou um formato de reality show que não deve ser passageiro.

Em sua primeira edição, "A Fazenda" remetia, em tom menor e algo mais precário, ao grande sucesso dos reality shows já feitos no Brasil, o "Big Brother". Em vez da mansão no Rio de Janeiro, o tom rural da fazenda. Em vez de anônimos almejando a celebridade, celebridades quase anônimas tentando erguer o pescoço.

Essa segunda edição vem um pouquinho mais bem acabada: o "casting", por assim dizer, é um pouquinho mais conhecido, o apresentador Brito Júnior parece ter encontrado enfim um tom mais simpático e adequado etc.

A primeira versão acabou por se tornar uma espécie de sucesso cult -a truculência de Dado Dolabella, a tosquice de Carlos Alberto Silva (o Mendigo) e os barracos vários tinham aquela qualidade trash que consegue, para um certo tipo de espectador, transformar o grotesco em divertido.

Nesta segunda, a probabilidade que isso se repita é enorme. Num certo sentido, os participantes de "A Fazenda" são mais "escolados" no espetáculo do que os do BBB -ainda que não se possa, de maneira nenhuma, classificá-los como ingênuos.

Mas as trajetórias na semi-obscuridade da falsa fama têm uma certa eficácia para coreografar esses momentos que acabam caindo no YouTube.

Informação da Folha Online.

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